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Como você compreende o todo?!

Não existem pessoas desorganizadas, mas estilos diferentes de organização. Cada um desses estilos pode parecer estranho, a ponto de ser rotulado de desorganizado ou caótico para quem não o compreende. Um ponto importante, mas nem sempre compreendido é o modo de apreensão do todo de cada um deles, que pode nos deixar confusos sobre com essa pessoa lida com a realidade.

O primeiro grupo, os sequenciadores apreendem o todo indo do detalhe, para o detalhe, para o detalhe, até formarem uma visão global de um aspecto da realidade com que estiverem lidando. A eles não satisfaz plano básico: querem o detalhamento completo daquilo que vai ser realizado. Um esquema é algo muito incompleto. Um procedimento precisa conter todos os detalhes.

O segundo grupo é o dos classificadores. São os que melhor compreendem a parte à luz do todo e estão sempre perguntando a que conjunto pertence determinada parte. A lógica das classes é seguida rigorosamente, para que nenhum elemento possa estar fora de seu grupo. O documento sempre será encontrado no diretório a que pertence. Não haverá um parafuso na gaveta dos pregos, nem uma meia na gaveta das cuecas.

O terceiro grupo é o dos agregadores. Para eles, tudo é parte de alguma coisa. Uma peça sempre se encaixará ao todo, não importa qual seja a mudança que precisará ser feito no conjunto das coisas para que nele se adapte. Daí sua facilidade de gerenciar pessoas. Todos são bem-vindos ao grupo e nele terão um papel. Não se perde uma pessoa, não importa o que saiba ou de onde tenha vindo. Todos querem pertencer ao seu grupo.

O quarto grupo é o dos analógicos. O que mais dá sentido ao todo é a metáfora, é a relação entre as partes. Não lhes importa os detalhes, nem as suas partes componentes, mas a relação entres os elementos de sua estrutura que vão determinar o processo pelo qual o todo funciona. Uma analogia pode ser feita, por mais caótico que o sistema pareça. Por isso lidam muito bem com o caos. A compreensão do processo segundo o qual o todo funciona produz intuições, geralmente não muito fáceis de compreender para os que compreendem o todo por outras formas.

A PNL compreender que todos os tipos de organização são bons! Para aprender mais sobre estes padrões, participe do curso completo de formação em PNL. Clique aqui, para mais informações!

-Mauricio de Souza Lima-

O Efeito Nefasto do Elogio

Elogios, cobranças, acusações, crítica, correções, julgamentos e diversas formas de ajuda são padrões de comunicação que afirmam algo sobre o mundo interno do interlocutor. Geralmente, isso tem a intenção, consciente ou não, de levar o outro a adaptar-se à expectativa do comunicador. Pode parecer estranho ou surpreendente que o elogio faça parte dessa lista. Talvez, exatamente por não parecer que pertence ao conjunto, o elogio seja o mais nefasto, o mais perturbador destes padrões!

O elogio deveria comunicar simplesmente o reconhecimento genuíno e espontâneo do resultado produzido pelo interlocutor, mas geralmente não funciona assim, porque não é dirigido ao seu resultado, mas ao seu mundo interno. O que poderia ser “Olha, você acertou”, é veiculado como “Nossa, como você é inteligente”! O segundo jeito deixa o interlocutor com a obrigação de acertar de novo e gera uma ansiedade desnecessária, aumentando a possibilidade de erro na próxima tentativa. A insistência nesse tipo de elogio com leitura de mente, isto é, com afirmações sobre o mundo interno do outro, acaba por produzir no outro um grande medo de errar. Pergunte a um procrastinador se ele foi uma criança ou um jovem muito elogiado e a resposta será um sim.

O elogio carregado de intenção de agradar, de educar, de estimular o outro, de influenciar e educar pessoas, pior do que ineficaz, é especialmente danoso, principalmente se for estruturado como leitura de mente. O processamento do elogio pela pessoa elogiada é o mesmo da cobrança, da acusação, e do autojulgamento e, mais do que esses, produz um impacto fortemente negativo sobre a autoestima da pessoa. Já o elogio espontâneo e genuíno, sem a intenção de influenciar o outro e com ênfase no resultado, pode até ser bom. Em geral, depois de muito experimentar, tenho preferido não me arriscar a elogiar, deixando para a própria pessoa a avaliação de seus resultados positivos!

-Mauricio de Souza Lima-